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Templates By Marina
“Não é Caridade, é Justiça”
Liderados por Paul McCartney e Bono Vox, artistas consagrados em todo mundo vem realizando uma mega turnê denominada Live 8, que passa de Estados Unidos ao Japão e tem como principal objetivo reivindicar melhoras para situação pela qual vive o continente africano. A idéia do movimento é belíssima, já que não busca arrecadar fundos para doar aos africanos, que com certeza seriam muito insuficientes para a recuperação do continente, mas sim protestar através da música e da união de todos a falta de medidas tomadas para que haja possibilidades da África gerar sua própria economia e se desenvolver como merece e pode. Os principais alvos para a concretização do movimento são os países integrantes do G-8, que são os sete países mais desenvolvidos do mundo mais a Rússia.
Depois de se enriquecer durante toda história através de injustiças cometidas aos africanos, hoje esses países encontram migalhas desse imenso continente tão explorado. Encontram um lugar onde há cada três minutos uma criança morre por desnutrição, onde milhões de pessoas morrem anualmente pelo vírus HIV por falta de informações básicas de cuidados preventivos. Uma região que não tem prosperidade alguma de se desenvolver, seja no sentido econômico, social, político ou de qualquer outro gênero.
O primeiro objetivo reivindicado pelo movimento é a anulação das dívidas externas dos países africanos com os países do G-8, que chegam a passar de 55 bilhões de dólares. A medida é drástica, mas viável. O cancelamento dessa dívida não causaria nenhuma catástrofe econômica aos países ricos, que apenas enriquecem mais ainda com o pagamento dela. Quem realmente necessita de um fortalecimento na economia são os países africanos. Nações que tem economias sólidas precisam apenas mantê-la, não sendo necessário que cresça ainda mais, mas parecem não aceitar isso, demonstram um verdadeiro exemplo de egoísmo com os países africanos.
O não desenvolvimento do continente pode ser resumido da seguinte forma: A África produz e exporta para basicamente pagar suas dívidas pouco a pouco, sendo que a cada ano esse débito aumenta mais, ou seja, os africanos trabalham para enriquecer os outros continentes. Se pudessem esquecer dessa dívida, poderíamos dizer que o continente começaria da estaca zero, renasceria. Logicamente não seria de uma hora para outra que um continente devastado pela miséria durante séculos transformar-se-ia em um mar de rosas, mas se fosse feito um trabalho de longo prazo em que todo o mundo desse as mãos para ajudar, com certeza, aos poucos, tudo mudaria.
Depois de séculos sendo aproveitada e usada para o desenvolvimento de todos, menos o seu próprio, a África hoje precisa ser ajudada para reerguer-se. Temos a obrigação de ajudar um continente que sempre foi ativo para enriquecer os outros enquanto era destruído. Esperamos agora que medidas ativas sejam tomadas para que esse continente tão maravilhoso seja gratificado e justiçado por tudo que representou e representa no desenvolvimento de todo o mundo.
Obs:O título desse texto foi baseado em uma frase dita por Nelson Mandela em relação ao Live 8.
Quem Não Deve Não Teme...
Uma das principais invenções do homem, a câmera filmadora, que a princípio tinha como principal função o registro de grandes acontecimentos e era na maioria das vezes portadas pelos órgãos de imprensa, evoluiu muito em todos os sentidos. Hoje, as filmadoras não têm papel apenas dentro dos meios de comunicação, elas também estão presentes em residências e todo tipo de estabelecimento, comercial ou particular, para que possam, eventualmente, registrar assaltos por exemplo, para que posteriormente se possa identificar os criminosos através de seus registros. Recentemente, esse objeto tão importante para todos nós, foi incluído em um lugar no mínimo curioso: nas escolas, mais especificamente dentro das salas de aulas. Os mais velhos, que tiveram formação escolar em que a sala de aula era um lugar de silêncio, respeito e principalmente estudo podem estar a se perguntar: Qual é a função das filmadoras dentro das classes? A resposta é simples: elas já não são rigorosamente um ambiente onde prevalece o silêncio, o respeito e o estudo. Pode-se se dizer simplesmente que o ambiente escolar é hoje uma verdadeira baderna onde se pode ocorrer todo tipo de situação. As câmeras então passam a ter a mesma função que exerce em um estabelecimento comercial ou residencial que nas instituições de ensino. Do mesmo jeito que elas podem gravar um assalto ou coisa parecida dentro de algum comércio, ela pode registrar fatos constrangedores e ilícitos dentro das escolas. Em uma pesquisa recente onde se era perguntado para os alunos de uma instituição sobre o que eles achavam da implantação de câmeras filmadoras nas salas de aulas, mais da metade dos entrevistados disseram que as câmeras nas classes geravam desconforto e que elas são como uma demonstração de falta de confiança com os alunos. O restante defendeu a inclusão das filmadoras para que as pessoas que cometessem inflações dentro das classes fossem punidas, tendo como prova os registros das câmeras. O interessante é que a grande parte dos que não apoiaram as câmeras nas classes, tinham baixo rendimento escolar, enquanto os que apoiaram inclusão das filmadoras tinham notas boas. Analisando essa pesquisa, fica clara a importância das câmeras nas escolas: ela pode punir os baderneiros que nunca tiveram uma forma tão clara para que fossem punidos e pode dar mais conforto aos que são prejudicados pela bagunça deles. Ela é aceita pelos que são corretos e não tem o apoio dos que são acostumados a cometer irregularidades dentro das aulas. Os pais dão apoio massivo para a implantação do acessório, sabem que ele pode ajudar a vigiar seus filhos onde eles não têm condições de freqüentar, mas também sabem que as câmeras podem gerar uma rebeldia dos filhos que não gostam da idéia de serem vigiados tão rigorosamente. A implantação das câmeras nas classes, podem, a princípio, gerar contradições entre pais, alunos e professores, mas com o tempo todos verão que elas só trarão benefícios a todos. Quem não fizer nada errado, não terá que se preocupar com elas, e quem estava acostumado a fazer, terá que se acostumar a ser flagrado pelo pequeno aparelho e conseqüentemente ser punido, sem nenhum tipo de desculpa, já que os fatos estarão registrados e provados. Apoio a inserção das câmeras dentro das salas de aulas, desde o primeiro ano do ensino fundamental até o último ano de universidade. Nada mais justo do que provar a irregularidade das pessoas e puni-las e também assegurar a comodidade de quem é atrapalhado e até mesmo injustiçado por falta desses registros. Quem sabe não seria bom colocar nos banheiros também...
Cidadania: chave para o bem comum
Existem pessoas que não dão a mínima importância para o que ocorre ao seu redor, que só dão valor à sua caminhada, à sua linha de vida. Preocupam-se exclusivamente com o seu bem e das pessoas que as cercam. Enquanto algumas seguem essa linha egoísta para com o círculo social, outras, com maior bom senso, não conseguem sentir-se bem quando não ajudam pessoas que se encontram em situações difíceis, sendo que há condições de ajuda-las. Ainda existem pessoas que se lembram que milhares de cidadãos dormem aquecidos em confortáveis camas, e que outros têm que se contentar com bancos de praças frios e duros. Que Após acordarem, muitos têm um destino certo para exercerem uma profissão ou qualquer coisa que ocupem seu tempo, enquanto outros passarão o dia a vagar em busca do nada, sem esperança alguma. Felizmente, existem pessoas que observam esse pequeno grande detalhe. Quando nos preocupamos não só com o nosso bem-estar, sentimos que valorizamos a sociedade e conseqüentemente nos sentimos valorizados por ela.
Quando cumprimentamos uma pessoa, seja ela um amigo de longa data ou uma pessoa que nunca tivéssemos visto, nos sentimos, naturalmente, aliviados e mais puros. Pessoas que, de alguma forma, se interligam à sociedade, são mais felizes. Demonstrar afeição à sociedade em geral, gera uma alegria recíproca. Alguns, passam ao seu lado e não praticam o simples gesto de balançar a cabeça em sinal de cumprimento, cruzam seu caminho e lhe dá o mesmo valor que um poste em dia ensolarado. Esses indivíduos causam um sentimento ruim para a sociedade e para eles mesmos. Porém, parecem nunca aprenderem conviver dentro dela em harmonia, dão a impressão de se contentar com essa falta de união de sua parte com a sociedade. Não conseguem seguir as palavras de Renato Russo em que dizia que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã...” Quando se diz em demonstrar amor ao próximo, não significa necessariamente que devemos amar a todos obrigatoriamente, tentar colocar dentro de nós um sentimento inexistente, mas sim tentar mostrar para a sociedade que todos somos iguais e devemos nos gostar num simples aperto de mão ou tentar ajudarmos dentro das nossas limitações a qualquer um que achemos justo tal auxílio. Um prato de comida fica muito mais saboroso e valorizado quando sabemos que alguma pessoa está tendo a mesma oportunidade em razão de nossa ajuda.
A demonstração de carinho para com a sociedade e a doação do nosso excedente para pessoas que necessitam dele, são apenas algumas das maneiras de tentar cooperar e praticar a chamada “cidadania”. Pequenos gestos fazem grandes diferenças, estas que ficam evidentes depois que começamos a necessitar delas. Alguns nem ao menos tentam praticar esses gestos, e isso geralmente ocorre quando os julgam desnecessários para si. Mas quando começam a passar por uma crise moral, financeira ou de qualquer outro tipo, a mesma atenção que um dia não quis mostrar agora a é negada. Nesse momento que começamos a valorizar a sociedade, ou seja, quando precisamos dela.
Existem profissões específicas para tentar melhorar o relacionamento e valorização da sociedade por si própria como é o caso do jornalismo e da política. A função do jornalista, especificamente o social, é, basicamente, reverter suas idéias, sugestões e oposições em prol da sociedade. Por isso, considera-se todo jornalista um defensor da sociedade, uma pessoa que busca a valorização da cidadania, na tentativa de interligar e principalmente unir as pessoas, levando problemas e todo tipo de notícia dos mais diversos tipos, de toda classe social ao resto da comunidade, para que todos tenham ciência de que acontece no meio onde vivem, como por exemplo mostrando ao pobre o que acontece com o rico e vice-versa. A política, que é considerada uma classe mais eficiente às dos jornalistas na geração de mudanças concretas, pelo maior poder que têm dentro do cenário administrativo também é grande responsável pela melhoria da sociedade em geral. Jornalismo e política sempre andaram lado a lado, mas de nada adianta os jornalistas idealizarem e os políticos agirem se a sociedade não participar dessa mudança de forma cooperativa e submissa. Por exemplo, um jornalista escreve uma coluna criticando a falta de iniciativas sociais para a classe religiosa de um determinado político, então o político acata a crítica jornalística e toma providências em relação ao assunto, porém a sociedade acha que a idéia é injusta e desnecessária por beneficiar uma camada muito pequena e que não necessita de tal investimento. Resultado: trabalho perdido.
Se a sociedade em geral, que é a cada dia mais se adapta aos moldes da democracia, não aceitar uma idéia sugerida por jornalistas, políticos ou seja lá qual for o setor, dificilmente ela será concretizada. A qualidade de vida social deve-se a uma série de fatores, mas o principal setor a tentar gerá-la é a própria sociedade, tentando conviver com mais respeito, harmonia e solidariedade, ciente sempre da melhoria da qualidade de vida recíproca que irá gerar. Há muitos anos, o filósofo Bertrand Russel nos lembrou: “A humanidade transformou-se em uma grande família, tanto que não podemos garantir a nossa própria prosperidade se não garantirmos a prosperidade de todos. Se você quer ser feliz, precisa resignar-se a ver os outros também felizes”.
Diploma universitário faz a diferença?
Formar-se e ter um diploma universitário sempre foi motivo de orgulho e quase todos desejam chegar a tal ponto, principalmente os mais jovens. Porém, a cada dia essa possibilidade vem se tornando mais inacessível e outras alternativas vão surgindo e sendo aderidas por muita gente, como é o caso das escolas técnicas profissionalizantes.
Com mais fácil acesso e com pouca duração (18 meses em média), esses cursinhos têm atraído cada vez mais adeptos que buscam especializar-se em alguma área ou até mesmo em várias delas para que, em seguida, tenham maiores chances no mercado de trabalho. As opções de cursos são muitas e existem centenas de escolas técnicas em todos os pontos do país, sendo a grande maioria delas de boa condição de ensino. Há as particulares e as públicas, que têm, basicamente, o mesmo sistema e a mesma qualidade de ensino. As públicas, na maioria das vezes, usam o preceito de seleção através do chamado vestibulinho, que são sempre bastante concorridos. Já as particulares dificilmente usam o sistema de seleção de candidatos, seu acesso é geralmente através do pagamento do curso. Após se formar no seu respectivo curso, o aluno fica apto para exercer uma profissão com competência dentro da sua área.
São evidentes as condições semelhantes entre as universidades e as escolas técnicas, porém existe uma diferença muito significativa entre os cursos técnicos e universitários na hora de ingressar no mercado de trabalho: o valor do diploma. Imagine que a pessoa que conclui uma universidade, seja ela particular ou pública, concorrida ou não, receba ao final do curso um diploma, enquanto um aluno que conclui um curso técnico profissionalizante recebe um, menos valorizado, certificado de conclusão. Esse preconceito às escolas técnicas e a supervalorização das universidades é o grande empecilho para os alunos concluintes dos cursinhos. Por exemplo, se chegarem numa entrevista de emprego dois recém-formados, um precedente de uma universidade e sem competência e outro vindo de uma escola técnica com o seu certificado de conclusão na mão e com competência, dificilmente o formado na faculdade não ficará com o emprego.
O mercado ainda dá muito valor para o diploma universitário, considera-se, por muitos ainda, que toda pessoa formada em uma faculdade é intelectual e competente, que são cidadãos mais aptos a exercer uma função do que outra que não chegou a ter tal oportunidade. Entretanto, esquece-se que a situação das universidades brasileiras já não é a mesma de antigamente. Parecem não abrirem os olhos e ver que, hoje, qualquer idiota com um pouco de bronze pode entrar numa faculdade pública. Continuam dando mais valor a essas pessoas do que para as que estudam e lutam, sem ajuda do dinheiro, para ter sua própria profissão. De que adianta o Brasil investir nas escolas técnicas, construindo cada vez mais prédios e abrindo muitos cursos diferentes, se as próprias instituições governamentais, às vezes, dão prioridade para recém-formados em universidades. Não dá para entender o que há de tão importante nas palavras diploma e universidade! Parece que a única solução seria a criação de uma Lei Federal em que fosse obrigatória a denominação de Universidade Técnica para todos as instituições de ensino técnico no Brasil, com uma cláusula dizendo que todo curso deveria dar um diploma ao formando.
O valor do passado
Há semanas é colocada em evidência em noticiários de todo o mundo a revolta dos chineses para com o Japão por uma razão não muito comum: milhões de pessoas se reúnem para contestar a informação errada que os japoneses vem divulgando em seus livros escolares, onde não publicam nada sobre a invasão do Japão à China no século passado que provocou milhares de mortes de homens, mulheres e crianças chinesas.
A invasão japonesa ocorreu na época da guerra, em um tempo em que o Japão tinha um grande poder político e econômico e através das agressões a outros países, principalmente aos asiáticos, tentava aumentar cada vez mais esse domínio. Alguns podem achar que o caso não deveria causar proporções e revoltas tão grandes da população chinesa por se tratar de um assunto que não envolve nenhum beneficio financeiro, político ou de qualquer outro gênero para a China, mas se analisarmos de forma mais humana, esquecendo de qualquer ambição do mundo capitalista e egoísta em que vivemos hoje, entenderemos perfeitamente essa atitude tão ativa por parte da maior população do mundo. As invasões japonesas interromperam a perpetuação de milhares de gerações inteiras, porém algumas ficaram para continuar a crescer, e hoje contam histórias aterrorizantes a seus familiares das crueldades cometidas pelo Japão.
Após décadas do ocorrido, os chineses ainda sentem a tristeza por perderem pessoas que nem chegaram a conhecer, mas ainda se revoltam e protestam por um motivo natural do instinto humano: amor a todos que integram sua árvore genealógica. Quem conseguiria se conformar ao saber que, injustamente, pessoas que deram origem a você e sua família hoje foram mortas e mal tratadas por um país que visou a hegemonia e o poder através da morte de outras? Não sei se todo ser existente na Terra se revoltaria em uma situação dessas, mas milhares de pessoas de um país inteiro não conseguem ser submissos à tamanha atrocidade. Os manifestantes sabem que através desses protestos, as pessoas que foram mortas naquela ocasião não ressuscitarão e que todo sofrimento passado por aquela gente não será transformado em alegria. Têm ciência que não podem mudar a história, e é exatamente isso que não querem. Desejam apenas que os japoneses reconheçam o erro que cometeram e que até hoje deixa vestígios sentimentais em grande parte da população chinesa. Lutam, não para aparecerem na mídia mundial, para que sejam aclamados como um povo solidário que procura reconhecimento de uma coisa que não tem uma obrigação concreta de cumprirem, mas buscam através das suas manifestações ética e bom senso de um país que, mesmo com outros princípios políticos na época, cometeu um genocídio. Ao invés de usarem a mídia para mostrar qualidades de seu povo, involuntariamente, através dela, dá um grande exemplo ao mundo inteiro, mostrando de como as raízes de um povo devem ser valorizadas.Desejam nada mais que o Japão não esconda seu erro e mostre para as gerações futuras que nunca nada fez de mal à China, mas sim mostre a verdade e diga a todos o que realmente aconteceu para que haja de todos que vierem a existir de que um dia os japoneses tentaram exterminar os chineses, sem pensar em mais nada se não o poder. Querem que não só dentro dos livros seja admitido o erro cometido naquela época, mas também na consciência de todos os japoneses exista um ressentimento pelo fato que afetou e continua afetando milhares de chineses. Devemos aplaudir de pé um país que, mesmo depois do enorme empecilho japonês, se reergueu, renasceu e hoje é um dos países que mais crescem no mundo. Têm uma economia que, segundo estudos, dentro de algumas décadas será a maior do mundo, a maior população mundial e muitos outros atributos, mas agora nada disso importa para eles, querem apenas que o Japão reconheça e desculpe-se exaustivamente pelo erro que cometeu, para que não sintam que todos os chineses que morreram naquela ocasião não tiveram importância, que o passado de uma nação inteira nada significou.
O HOMEM QUE PAROU E TRANSFORMOU O MUNDO
Desde que comecei a escrever, mais especificamente após publicar meus textos na internet, nunca gostei de abordar temas em tanta evidência no momento, prefiro escrever sobre assuntos que são um pouco esquecidos, ou seja, gosto de ser diferente quando escrevo.
Porém, não poderia deixar de registrar minha opinião sobre esse assunto que há mais de uma semana vem ocupando parágrafos de todos noticiários do mundo. Seria falta de bom senso de minha parte não falar de um homem que, num tempo tão burocrático, conseguiu deixar sua marca na história da humanidade. Estou falando de Karol Wojtyla, o mais marcante papa que existiu, segundo historiadores e pessoas de maior idade que já presenciaram outros reinados papais. Eu, que vi apenas João Paulo II reinar, não só sobre a Igreja Católica, mas servindo como base às mais importantes decisões do mundo durante mais de 26 anos, também acho que ele foi o mais acentuado de todos, acredito que a figura desse polonês ficará na minha memória para sempre.
Será lembrado por muito tempo ainda, porque logo de início mostrou que seria diferente aos outros e superaria muitos obstáculos. Foi o primeiro papa não italiano em toda história do Catolicismo. Foi responsável por inúmeras iniciativas benéficas a todo tipo de gente, queria ajudar a todos, mostrar uma saída a todos tipos de conflitos e problemas existentes através de suas palavras. Ao contrário de como se posicionou a Igreja durante muito tempo, teve coragem para participar de problemas aos quais, teoricamente, não tinha nenhum dever de se pronunciar. Expressou sua opinião sobre vários temas atuais, colocando a Igreja Católica como importante referência no cenário político, social e até econômico do mundo. Algumas de suas opiniões foram criticadas severamente por muitos, como ao seu posicionamento de ser contra o uso de anticoncepcionais, o aborto, a pesquisa com células troncos entre outras. Ouvi muitos dizerem que com essas atitudes o papa se colocava contra a vida, sempre discordei de tal acusação rigidamente. Creio eu, que as posições que tomava tinham sempre como base sua fé nos princípios em que acreditava, visando sempre se colocar do lado das passagens descritas nos seus estudos religiosos. Sempre que tomava partido, justicava-o, por isso acho que sua opinião deve ser respeitada, assim como ele em si era.
Além de não cair no meu esquecimento e no de outros milhares de pessoas, que foram a favor ou contra algumas de suas decisões e opiniões, João Paulo II será ainda estudado nos futuros livros de história, muitas obras serão publicadas sobre sua vida, vídeos, filmes, textos como esse, e todo outro tipo de homenagem será feita por dezenas de anos ainda. Tenho plena convicção disso porque nunca me impressionei tanto com uma pessoa na vida. Fico de boca aberta quando vejo vídeos com mais de 1 milhão de pessoas quietas, ouvindo atentamente com o olhar fixo num único homem por horas e horas. João Paulo tinha respeito não só de católicos, seguidores do cristianismo, mas também de outras diversas religiões as quais desde o começo do seu pontificado tentou, de alguma forma, unir os princípios aos quais seguiam, confraternizando sempre que pudesse suas cerimônias, com muito respeito. Tentou de todas as formas, levar mensagens de paz para todos os cantos do mundo, foi do mais rico ao mais miserável país do mundo, nunca se importou com o nome ou a riqueza de qualquer coisa. Seu principal objetivo sempre foi levar seus princípios religiosos, transmitir a paz de Deus a todos os seres que lhe foi possível, independente de qualquer atributo que tenha. Nos mostrou um dos maiores exemplos já visto quando perdoou o homem que tentou matá-lo em um atentado com tiros, abraçando-o e o abençoando. Por essas e outras diversas atitudes tomadas por ele durante 26 anos, milhões de pessoas choraram e compareceram ao seu velório durante mais de uma semana, milhões sentiram uma dor tão forte quando anunciada sua morte, como se tivessem perdido um familiar ou uma pessoa bem próxima, mesmo nunca tendo sequer o visto uma única vez.
João Paulo II revolucionou o mundo que vivemos hoje com sua imagem e sua palavra desde a sua escolha, tentou cumprir a missão a qual foi designado a fazer, levando a palavra de Deus a todas as regiões e inserindo a Igreja nos problemas pelos quais passa a sociedade. Acho que todos que um dia, ou ainda falam, mal dele, são bastante antiéticos. Dizer que uma pessoa que buscou um mundo melhor para todos através de sua fé é contra a vida só porque toma partido de alguns fatos nos quais segue os seus princípios, é muito desrespeito. Fiquei horrorizado quando li em uma crônica de um certo escritor, que ele deveria estar torcendo para a morte do papa porque nunca gostou de seus atos. Se João Paulo II disse ou fez algo de errado durante seu pontificado, deve ser perdoado, assim como ele perdoaria as pessoas que escrevem e divulgam tanta bobagem sobre ele, além de que seus acertos foram infinitamente maiores que seus erros. O mínimo que devemos fazer agora é agradece-lo daqui de baixo mesmo, e torcer para que o próximo a ser escolhido possa ter tamanho sucesso como seu antecessor.
DIÁRIO DE UM FELIZARDO - PARTE 2
Para ter sentido o título do meu texto há alguns dias atrás, o “Diário de um felizardo – Parte 1”, concluo-o nesse texto e apresento-lhes a segunda e última parte.
Como mencionei no primeiro texto, fui selecionado para fazer uma visita à redação de uma revista nova, porém de grande sucesso da Editora Abril, a Mundo Estranho, fui eu e mais duas amigas as quais convidei.
Quase sempre que fico ansioso para algum acontecimento, todas as minhas expectativas são quebradas ou pelo menos diferentes do que imaginava. Porém, dessa vez isso não aconteceu. Tudo que imaginei aconteceu, basicamente. A chegada foi exatamente como esperava: um gigantesco prédio da Abril, servido de todas as mordomias, uma fachada com diversos seguranças e porteiros, uma recepção com um pouco de burocracia (contudo que não causava nenhum constrangimento). Chegamos com uma hora de antecedência ao combinado e tivemos que aguardar alguns minutos, já que o editor que nos receberia ainda estava em horário de almoço. Foi bom esse tempinho que tivemos para se adaptar ao ambiente. Sons de teclas era o que mais se ouvia, muita gente concentrada nos monitores de seus computadores, a ponto de quase beija-los, telefones tocando, gente conversando, enfim, muita movimentação em todos os setores da gigantesca redação, que por pequenas divisas abrigava quatro ou cinco redações. Estávamos já mais tranqüilos e cientes de como era aquele “hábitat”, quando entra na sala de espera o editor que aguardávamos, Rodrigo Ratier, para nos receber. Fomos apresentados e começamos, finalmente, a nossa visita. Primeiramente ele nos explicou rigorosamente, diante de algumas eventuais perguntas nossas, como era feito o processo de fabricação da revista. Como eram selecionadas as pautas, pesquisadas, editadas, ilustradas etc...Nos mostrou o como era grande cada processo da revista, como era trabalhoso cada parágrafo redigido por informações diversas vezes verificadas para se ter total exatidão e cada ilustração aplicada nos textos. No meio dessa explicação, chegou o redator-chefe da revista, Fábio Volpe, que também nos cumprimentou com muita simpatia. Após isso, Rodrigo concluiu sua explicação de como era todo o processo pela qual a revista se submetia até chegar aos leitores. Resolvi então sacar meu pequeno rascunho de entrevista a qual preparei há alguns dias atrás, para fazer a eles. Sentamos todos, eu, os editores Volpe e Ratier, as minhas amigas Larissa e Raquel para fazermos uma entrevista (que segue na íntegra abaixo). Tentei dentro de quatorze perguntas, abranger diversos pontos. Por não ter nenhum gravador comigo, tive que pegar uma caneta e anotar de forma mais rápida e resumida possível todas as respostas que me eram dadas. À cada pergunta, muitas respostas iam sendo envolvidas naturalmente, eles falavam de uma forma clara e inteligente, entretendo bastante eu e minhas companheiras. Ao fim da entrevista, que durou aproximadamente 40 minutos, tinha em mãos quatro papeizinhos com doze perguntas (duas resolvi não fazer por não achar tão necessárias), todos rascunhados com uma caligrafia horrível. Porém, suficiente e muito satisfatório para mim, que nunca tinha passado por tal experiência e logo na primeira vez “encarei” dois “cobras”. Terminada a entrevista, fizeram-nos algumas perguntas de interesse deles. Pediram nossas opiniões em relação à revista, sugestões, críticas, idéias etc...Respondemos com a maior transparência e sinceridade possível, assim como eles tinham feito com a gente. Ao fim disso, nos serviram um lanche, que por sinal estava muito saboroso. Em seguida nos deram algumas revistas de presente, algumas bem raras e outras ainda nem lançadas como a 1ª edição da revista e a de um especial, respectivamente. Em seguida nos despedimos, muito satisfeitos e felizes, para retornar à nossa pequena cidade, saindo daquela gigantesca metrópole. Tivemos que esperar um certo e incomodo tempo a chegada do motorista que havia nos trazido, mas após uma hora e alguns minutos ele chegou para nos levar, totalmente exaustos de volta. Para mim, especialmente, que pretendo me tornar jornalista, foi uma experiência muito importante a qual guardarei para sempre, também acho que foi muito significante para minhas amigas Larissa e Raquel que puderam conhecer um lugar tão interessante e diferente como aquele. Espero que todos que puderam acompanhar esse fato tão importante para mim também tenham gostado. quem quiser ler a entrevista completa que fiz com os editores Fábio Volpe e Rodrigo Ratier é só me pedir pelo e-mail pcarriel@uol.com.br que eu envio rapidamente.
Aposentadoria para os eqüinos
Se você precisa chegar rápido, não more em São Paulo. Se precisar de tranqüilidade e de paisagens bonitas ao seu redor, siga a mesma opção. Quem precisa necessariamente, para algum fim, morar na maior cidade do país, sabe dos problemas encontrados nela. O mais conhecido deles é a péssima organização do trânsito. Problemas antigos como discussões, roubos e acidentes envolvendo veículos já se tornaram normais para a população. Não nos sentimos tão assustados como há alguns anos atrás quando nos deparamos com acidentes e roubos em plena luz do dia.
Todo dia, toda noite, sem exceção, o trânsito complica e prejudica, de alguma forma, a vida de qualquer cidadão paulistano. Não apenas prejudica, como também tira a existência de centenas de pessoas diariamente. Estima-se que a cada minuto ocorra um acidente em São Paulo envolvendo veículos. Dirigindo ou andando, o trânsito nos irrita. Palavrões e insultos de um lado, fumaça do outro, ambulâncias por todo canto.
Sabemos que esse não é um problema recente, o trânsito paulistano vem piorando desde que os meio de transportes mais primitivos, como as carroças, foram trocados por máquinas de quatro rodas. Por serem mais velozes, favoreceriam a necessidade de chegar mais rapidamente. Porém, a idéia não vem se tornando tão bem executada como o planejado. Se formos analisar de uma forma mais satírica, podemos comparar a eficiência de uma simples carroça com carros ultramodernos em São Paulo. Afinal, de que adianta portarmos veículos rápidos se não podemos usar essa velocidade? Se quando estamos há cinco minutos do início de uma reunião importante ficamos até dez vez mais em um congestionamento ou em uma parada por causa de um acidente adiante? Com as engenhocas que são sustentadas pelo esforço de animais e não têm lá grande rapidez, podemos obter os resultados parecidos. Ficar na cidade em um feriado nacional, hoje, é muito mais viável e tranqüilo do que se arriscar a congestionamentos gigantescos que só nos deixa irritados e estressados. Mais uma vez, de nada adianta a sofisticação dos automóveis atuais, eles também na tem a capacidade de atravessar milhares de carros que também tem o mesmo rumo seu.
Não culpo as autoridades, o governo ou qualquer outro órgão que seja considerado responsável pelo trânsito em São Paulo, afinal, temos que admitir que não é fácil organizar tantos milhões de carros envolvidos. Além disso, acho que todos temos uma parcela de culpa pelo estado ao qual se encontra o trânsito hoje. Se fossemos mais sensatos e não cometêssemos tantas pequenas irregularidades dentro das ruas da cidade, não estaríamos na situação atual. Não há nada mais fácil do que ver motos subindo em calçadas, carros estacionados em lugares proibidos, pessoas atravessando fora da faixa de pedestre, entre outras muitas pequenas “coisinhas” erradas que fazemos. Dentro de tantas pequenas infrações cometidas por todos nós, foi gerado o tão famoso trânsito paulistano. Esse que de um olhar aéreo parece mais ser um formigueiro que parece não ter mais fim. Um monte de formigas coloridas e barulhentas que trabalham 24 horas por dia sem parar, sem desligar. Sinceramente, não sou capaz de dar uma sugestão definitiva para tamanho problema, aliás, acho que ninguém pode, por ela simplesmente não existir. Para se solucionar esse emaranhado de problemas , precisa-se que todos tenham consciência dos seus pequenos atos, tanto os pedestres quantos os motoristas, o que acho muito difícil. Temos o podre defeito de só tomarmos conta da situação e nos preocuparmos com ela quando ela já está em um estágio muito complicado, assim como está o trânsito hoje. Só há verdadeira preocupação quando sentimos na pela as dificuldades, e já não há tanta facilidade na solução. Todo esse processo de negligência, tanto do governo quanto da população acabou por beneficiar os pobres eqüinos, que agora, graças aos “velozes” carros, conseguiram, finalmente, se aposentar em São Paulo.
Trotefobíaco
Hoje, em um dos órgãos de maior importância dentro da sociedade, as universidades, que formam profissionais prontos para que, a cada dia, tenham competência para que possam executar suas funções, há exatamente os dois principais defeitos dos jovens, que são a maioria dentro desses estabelecimentos: a rebeldia e a indisciplina. Essas desqualificações em grande número geram até morte. Isso mesmo, morte, fim de vida, falecimento. Em 1998, um jovem que acabara de ingressar em uma das maiores universidades do país, a USP, foi morto por colegas que, cumpriram um ritual tosco e absurdo: o “trote”. O termo é designado ao ato de “brincar” com alunos que acabaram de ingressar nas faculdades. A “brincadeira” que matou o jovem na ocasião, foi a de joga-lo na piscina, sendo que ele não tinha os fundamentos básicos da natação. Resultado: morreu afogado, sem que ninguém fosse socorre-lo. Simplesmente todos os presentes no dia do acontecimento fugiram quando perceberam que acabaram de matar uma pessoa. Correram quando notaram que tinham acabado com a vida de um indivíduo que, provavelmente, dedicou muitos anos de sua vida aos estudos para que um dia pudesse chegar ao ponto em que havia chego. Um sonho que foi destruído pela brincadeira completamente desumana, como se diz na gíria jovem, de “zoar com os calouros”. Não foi encontrado nenhum suspeito no caso e ninguém foi julgado. Todos saíram impunes.
Na última semana mais um caso chamou a atenção de todos. Cerca de três adolescentes, também estudantes da USP, foram submetidos à trote absurdo: os chamados “veteranos” entraram na sala de aula e levaram os calouros do largo São Francisco (onde fica a faculdade) até a Sé, amarrados com barbante uns aos outros pela cueca, para entrar na água suja do chafariz. Eles foram obrigados a tomar banho na fonte da praça da Sé (centro de São Paulo). A água estava com forte cheiro de urina. Novamente os jovens causadores da “zoação” ficaram impunes.
Se penas como as aplicadas aos punks, que seguiam suas ideologias baseadas na rebeldia do anarquismo, e que hoje tem maior consciência das penas que seus atos podem causar, também fossem implantadas com aviso prévio no Regimento das universidades, tragédias como a ocorridas como as que exemplifiquei poderiam ser evitadas. Se a ordem fosse estabelecida antecipadamente, muitas indisciplinas seriam evitadas e inibiriam jovens a cometerem determinados atos, não só nas universidades como em qualquer outro tipo de órgão.
Tenho dezesseis anos e como outros milhares de jovens desejo ingressar em uma faculdade pública. Desde já vou reportando inúmeros acontecimentos que possam surgir dentro de uma instituição de ensino superior, tanto os bons como os ruins. Dentro dos ruins, o que mais me assusta é justamente o trote. Imagino a situação pela que passa um jovem que no dia seguinte irá adentrar em uma universidade, as inúmeras situações pavorosas em que ele imagina que poderá passar, as humilhações a que irão submete-lo. O pior de tudo é saber que não há opositores ativos à idéia dentro ou fora da universidade que possam defende-lo. Todos os administradores, incluindo diretores e professores, não fazem nada contra a ação desses verdadeiros bandidos. Encaram com enorme naturalidade e submissão, alegando tratar-se de um “ritual divertido”. O difícil é aceitar que esses rituais acabem com uma vida inteira ou que traumatizem pessoas psicologicamente pelo resto de suas vidas por alunos que se consideram superiores aos outros por terem mais experiência dentro da instituição. Em no máximo quatro anos, espero poder estar dentro de uma dessas universidades, esperançoso de que até lá alguém tome alguma providência em relação a esses marginais com livros nas mãos. Não sei o que devo temer mais: ser reprovado ou aprovado no vestibular.
Uma tela pode mudar um cenário, sim!
Fiquei muito feliz, mas ao mesmo tempo triste ao ver ir ao ar o último capítulo da novela Senhora do Destino, mais um sucesso de audiência da Rede Globo, escrita pelo consagrado escritor Aguinaldo Silva e composta por um elenco de primeira categoria. Durante os mais de cinco meses da trama, milhões de brasileiros todas as noites sintonizaram o canal para assistir um novo capítulo. A novela provou que a televisão brasileira está se tornando muito importante socialmente nos dias de hoje, nunca nos transmitiu tanta transparência e reflexão como atualmente. Seguindo os passos de suas antecedentes mais recentes como O Clone, Laços de Família e Celebridades, a novela passou a transmitir ao povo não apenas diversão e fantasia com assuntos banais como o clássico casal que passa durante toda a novela por situações utópicas para que no final acabem juntos e felizes, mas sim assuntos reais e interessantes.
A novela abordou diversos temas sociais da atualidade, tendo entre os principais o do seqüestro de bebês, o preconceito com casais do mesmo sexo e a corrupção feita pelos políticos.A trama reproduziu de maneira quase perfeita, inspirando-se no caso do garoto Pedrinho, (que foi seqüestrado com poucos meses de idade e reencontrado pela mãe biológica mais de quinze anos depois), o sofrimento das personagens Maria do Carmo e Lindalva. O tema fez com que o público pudesse sentir um pouco do sofrimento pelo qual ambas as partes, mãe e filha, passam em uma situação dessas. Além de transmitir mais consciência e reflexão ao público, ela também causou efeito no modo de pensar e agir de autoridades administradoras de hospitais, por exemplo, que passaram a ter mais cuidado com a segurança dos hospitais e também da polícia que adquiriu maior experiência de como agir em casos como esse.
Um outro caso muito discutido atualmente no mundo inteiro, que são as discriminações por parte das opções sexuais de certas pessoas, também causou um certo impacto dentro da população. Depois de simular um casal de lésbicas que superaram os preconceitos e foram aceitas por suas famílias, muitas pessoas foram incentivadas a revelar sua verdadeira escolha sexual e outras, que antes discriminavam, a entender e a respeitar pessoas que não tem a mesma opção.
A corrupção e a falsidade exercida pelos políticos brasileiros também não foi esquecida. O personagem Reginaldo, que sendo prefeito de um pequeno município do interior do país, mostrou um pouco de como é fácil roubar os cofres públicos e iludir o povo. O tema também contribuiu para a melhoria da sociedade, de alguma forma, creio eu, as pessoas passaram a ver com outros olhos a politicagem brasileira, tendo maior senso critico e maior consciência na hora de escolher um representante político, não se deixando levar pela lábia de qualquer um.
Diante de Senhora do Destino passamos a entender de forma mais clara a realidade de outras pessoas, pudemos sentir um pouco na pele as dificuldades dos mais diversos e distantes problemas pelos quais a sociedade convive. Todos, desde os mais ignorantes aos mais cultos telespectadores, passaram não só a ter conhecimento de problemas alheios, mas também a buscar soluções para eles. Além das pessoas que desconheciam certos problemas abordados pela novela, muitas se identificaram com eles. Acredito que milhões de pessoas buscaram consolo e maiores alternativas dentro do que viram na trama. Acho que, realmente, a televisão brasileira iniciou uma nova fase em seu ciclo tão glorioso e que hoje tem papel fundamental dentro da sociedade, podendo transformá-la em vários aspectos. Contudo, ainda há muita coisa inútil nessa que é uma das maiores invenções da história da Humanidade. Há muito desrespeito à cultura de um povo inteiro com programas como o Big Brother Brasil (não poderia deixar de citar esse programa) que mesmo dando altos picos de audiência, nada acrescenta a um país tão carente de cultura e opinião própria. Parabéns para toda a equipe que com muita competência fez uma das melhores novelas que o Brasil já viu e que marcou mais um ponto para a evolução da televisão brasileira, que se fosse composta sempre por idéias tão abrangentes e inteligentes como a dela, nos colocaria como uma das melhores televisões do mundo. Uma televisão que realmente tenha sua utilidade e tentasse mudar de alguma forma a sociedade. Esse patamar só poderá ser atingido quando os produtores televisivos derem mais importância a inteligência do que ao IBOPE, à cultura do que à banalidade. Uma televisão que seja o realmente deve ser: uma fonte de entretenimento (inteligente), informação e cultura. Espero que seja proclamada a abolição de idéias absurdas como a do BBB e que venham muitas "Senhoras'' idéias no destino da Televisão.
DIÁRIO DE UM FELIZARDO - PARTE 1
Já vou logo avisando que comecei a escrever essa coluna um pouco tenso, por isso, se notarem algum deslize de minha parte, entendam minha situação. O porque desse meu nervosismo saberão ao decorrer do texto.
Não sou adepto do tema da maioria dos bloggers, que é o de narrar a vida do autor severamente, com fatos que ocorrem no seu cotidiano apenas e que para muitos (ou todos) não tem nenhuma importância, mas hoje, exclusivamente, vou abrir uma exceção e contar o fato que me ocorreu durante essa semana. Deixo claro que só vou expor esse meu acontecimento pessoal porque essa experiência que ainda irei passar será, com certeza inesquecível na minha vida, e também por achar que, pelo menos, para algumas pessoas ele poderá ser interessante.
Mas vamos logo ao ponto. No último dia 07 de março, mandei um e-mail para a revista “Mundo Estranho”, da editora Abril, após ver na revista um evento promovido pela mesma, que leva jovens leitores para conhecer a sua redação, mostrando como é o processo de fabricação da revista. Pois bem, enviei o e-mail. Por me considerar muito “pé frio” quando se trata de promoções, sorteios, eventos etc, não tinha praticamente nenhuma esperança de poder ser selecionado a participar. E esse pessimismo foi ganhando mais força dentro de mim quando percebi que nenhum retorno por parte da revista era dado. Estava quase que desistindo de pensar na possibilidade de ser o contemplado quando ao meio dia, em minha casa, sem nenhuma perspectiva, esperando me deparar com no máximo mais um daqueles importunos spans ou algum boletim, desses que assino por vários sites que passo, vejo lá, de forma que as letras cresceram diante dos meus olhos, ficaram mais assustadoras tamanha era a minha ansiedade de qual seria o teor daquele e-mail que tinha o título “Visita a Mundo Estranho”. Felicidade, Expectativa, emoção, medo, curiosidade, acho que tive uma mistura muito grande dos sentimentos humanos. Após superar parcialmente todas essas sensações, abri o e-mail. Nele havia de forma muito gentil, o convite do Rodrigo Ratier, editor da revista, me convidando para conhecer a redação. Simplesmente não acreditei. Porque iria acreditar? Sou azarado nesses assuntos. Não poderia ser. Eu nunca consegui, porque teria conseguido desta vez? Após refletir e ler a mensagem diversas vezes, minha ficha, finalmente, caiu. Fui o escolhido! Todos os sentimentos que senti quando abri minha caixa de mensagens se tornaram um só, não sei como especificamente definir o que senti naquele momento, mas posso dizer que somente uma catástrofe poderia me deixar triste ali. Não sabia qual seria meu próximo passo, “o que fazer agora?”, pensei comigo. Parei, respirei, tive mais alguns minutos de reflexão até que decidi tentar um novo contato com a revista para tirar mais algumas dúvidas a respeito. Desta vez senti que seria rapidamente correspondido, e foi exatamente o que aconteceu. Em questão de horas já tinha quase todos os detalhes de como seria a minha (inacreditável) visita a redação de uma revista que é lida pelo Brasil todo. Após essas trocas de e-mails, resolvi entrar em contato com a revista por telefone, para que, finalmente, tudo fosse agendado com mais clareza. Por fim, marcamos a visita para o dia 28 de março as 15:00. Iria fazer a visita sozinho, mas por achar um pouco egoísta esse ato, resolvi convidar alguns amigos que também se sentiriam lisonjeados como eu com uma oportunidade dessas. Como o esperado, todos aceitaram sem pensar duas vezes. Tudo certo, eu, realmente, vou realizar o grande sonho de conhecer de perto um órgão jornalístico de extrema reputação e chegar perto de jornalistas de grande renome nacional.
Essa oportunidade que estou tendo é tão importante como seria para um garoto que quer ser jogador de futebol, falando contemporaneamente, chegar perto de um ídolo como Robinho do Santos ou de uma garota que sonha ser modelo conhecer a agencia de modelos Mega Models. Para quem não bem conhece tão intimamente, pode achar estranho o fato de eu considerar tão importante conhecer a redação de uma revista, mas essa chance é de extrema importância para mim que pretendo me formar em jornalismo. Conhecer de perto o meio em que se pretende trabalhar, logo assim com 16 anos não é algo que se pode menosprezar. Acho que fica assim explicada tamanha felicidade de minha parte, tenho certeza de será uma experiência da qual jamais esquecerei. Hoje é dia 11 de março, faltam 17 dias para o grande dia, posso até chamá-lo de dia D, até lá imaginarei muitas coisas, muitas expectativas e ansiedade, tenho certeza de que tudo será diferente de como estou imaginando, sempre funcionou assim, tento agir naturalmente, mas o glorioso dia 28 de março de 2005 parece não chegar nunca. Mas chegará, e eu estarei pronto. É isso o motivo da minha tensão que cito no inicio do texto, serão mais 17 longos dias desse sentimento tão ruim, mas ao mesmo tempo tão bom. Assim que voltar de lá escrevo mais um texto contando sobre essa incrível aventura em que passarei, espero que estejam, não tensos, mas ansiosos, para saberem o fim desta história...
Massa craniana, encéfalo ou cérebro: tudo a mesma coisa...
Desde que o mundo é mundo, vivemos com as diferenças. Há inúmeros tipos delas. Milhões. Em todo lugar que olharmos podemos vê-las. Não há necessidade de citar algumas aqui porque os meus exemplos poderiam não ser considerados tão importantes quanto ao de cada leitor, mas enfim...as diferenças.Algumas pessoas sabem conviver com várias delas. Várias, não todas. Não há ser que possua o sentido da visão que saiba lidar com todas sem exceção. Muitas vezes achamos muita falta de bom senso de um certo indivíduo destratar outro por algum tipo de diferença, contudo uma hora ou outra não seguimos nossas próprias advertências e princípios. Dizemos “somos todos iguais”, “respeite para ser respeitado”, mas sempre, ignoramos uma pessoa que não consideramos, não sei o porque, abaixo do nosso nível. Que nível? Religioso, intelectual, fisionômico, psicológico, financeiro? Pensamos que nosso nível é muito alto em algumas ocasiões (alguns sempre), temos a insana fantasia de que estamos um degrau acima de outros. Que nosso vocabulário é mais amplo, que os princípios religiosos ou políticos que seguimos são mais corretos, que nossa idéia psicológica em relação ao mundo tem mais sentido ou que o celular que compramos em 10 vezes é mais sofisticado que outro. Em certas ocasiões há sim uma pequena diferença em alguns aspectos de uma pessoa à outra, mas essa pequena diferença torna-se gigantesca dentro dessa “coisa” chamada cérebro. Um órgão tão útil, porém demasiadamente complexo.Quem entende um cérebro em todos os pontos? Quem saberia dizer o porque de várias atitudes e reações tão estranhas como a distinção que nos faz classificar o mundo? Impossível. Nem os sábios dos sábios souberam nos dizer. Hoje, ele é estudado com muito mais informações e tecnologia, contudo nunca será desvendado por completo. Aliás, não é só o cérebro humano que tem um nível de compreendimento tão complicado, os cérebros animais também são assim. A distinção também é feita pelos animais considerados irracionais, como, alguns tipos de cachorros e gatos, considerados “de raça” desprezam animais que são da sua mesma espécie, porém são diferentes em alguns aspectos.
Com todas essas diferenças existentes no mundo e as incertezas do porque elas existem, uma das que mais predominam, é a distinção entre raças: orientais, latinos, judeus, muçulmanos, negros, brancos etc. Determinadas pessoas das mais diversas raças não respeitam outras, contudo querem ser respeitados. Aí que entra aquele velho, porém muito difícil de ser seguido, ditado: “não faça para os outros o que não quer que façam com você”. Como um negro não quer ser chamado de “macaco”, por exemplo, por um judeu a quem ele desrespeitou outrora? Realmente além de nosso cérebro nos levar a classificar as coisas ele também tem um “mecanismo” chamado vingança. Temos o hábito de não guardar desaforos alheios, não conseguimos levar um pisão no tênis novo sem que na primeira oportunidade fazermos o mesmo com a pessoa. Concluo, então, que vingança nos leva a esquecer o respeito, o caráter, o bom senso...Mas porque temos esse sentimento? Uma conversa, m acordo, um entendimento, não seriam melhores alternativas? Claro que seriam. Mas não conseguimos aderi-las. Certo dia, li na revista Veja, um relato em uma coluna que falava sobre as diferenças raciais, nele o colunista dizia sobre um caso em que dois meninos que iam prestar vestibular estavam atrasados para o exame, então resolveram correr para que conseguissem chegar a tempo. No meio do caminho foram parados por dois policiais que imaginaram que eles estivessem correndo porque roubaram alguma coisa. Depois de longos 40 minutos resolveram soltar os rapazes, mas já não adiantava mais, tinham perdido a prova. Agora, por mera coincidência os garotos eram negros. Com certeza, nesse momento um certo processo tão complexo ocorreu no cérebro dos dois policiais. Qual a diferença entre um negro e um branco correndo na rua? São iguais, tem cabeça, tronco e membros superiores e inferiores. Vai entender porque separamos a cor branca da cor preta. O título da coluna revela essa distinção que está dentro de nós: “Preto correndo é ladrão”. Porque um negro seria necessariamente um criminoso? Qual a razão para que todo branco ser uma mais correta e honesta? Sinceramente, não sei. Eu e ninguém sabemos. Podem, procurar, rodar os quatro cantos do mundo jamais acharão uma pessoa que saiba explicar porque somos assim, porque não reconhecemos que todos nós viemos do mesmo lugar e também teremos o mesmo fim. Não conhecemos a nós mesmos, como podemos julgar uma outra pessoa? Tantas funções, inúmeras habilidades e tamanha incompreensão: esse é o cérebro. Ah! Não se esqueçam, todos temos um...
Mamãe, quero ser deputado
Confesso que não sou um especialista em política, que não sei distinguir a função de alguns cargos para outros nesse meio, que não estou a par minuciosamente da atual situação política e que não sou informado com grandes detalhes da história da política brasileira. Porém, não me sinto negligente em relação à minha universalidade dos conhecimentos por não ser conhecedor desta área, que nunca me provocou significante interesse ou curiosidade, e que, aliás, me provoca apenas dúvidas, as quais não dou tanta importância para encontrar respostas. Quem me conhece, acharia no mínimo estranho esse “relaxo” de minha parte em relação à política, já que trabalho como assessor dos vereadores em minha cidade, convivendo diariamente com políticos, não de grande porte, uma vez que se trata de uma cidade do interior, que tem poucos habitantes e não tem lá uma grande importância nacionalmente, entretanto resolvi escrever sobre esse tema por algumas notícias recentes que despertam interesse (revolta) até mesmo dos mais desleixados ao tema como eu (causa tanta indignação que até o momento que publiquei meu texto no site, já existiam dois colunistas que abordaram o mesmo tema). Por isso, resolvi me aprofundar um pouco mais na situação para que pudesse deixar minha opinião.
Uma das notícias que me deixaram indignado, é a eleição do novo Presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, que durante sua candidatura prometeu, acima de tudo, que iria aumentar o salário dos componentes e principais eleitores da Câmara, ou seja, os deputados. O aumento priometido por Severino seria de
R$ 12.847,00 para R$ 21.500,00. Assombroso. O que dizer numa situação dessas? Enquanto milhares de pessoas trabalham arduamente, não conseguem nem dormir o suficiente e têm a renda de R$ 360,00, e com ela passam por dificuldades, não conseguem pagar suas dívidas, e muitas vezes chegam a passar fome, um deputado recebe quase
R$ 13.000,00 reserva a maior parte do seu tempo ao lazer, à diversão, “adiando” o trabalho e depois desfila com carros luxuosos, compra mansões, adere a inúmeros bens com muita tranqüilidade. Não preciso nem dizer que nesse caso há uma grande injustiça com o povo brasileiro, mas além do povo ser injustiçado em si, o Brasil como um todo também sai prejudicado nessa, com o aumento salarial dos nossos amigos deputados “que tanto faz pelo bem do país”, o gasto com cada um deles seria de quase R$ 70.000,00, e como são 513 deputados que compõem a Câmara, multiplicando-se esses números, o governo teria um gasto mensal de mais de R$ 35.000.000,00. Agora, reflita, caro leitor , o que poderia ser feito com tamanha quantia? Quantas milhões de pessoas poderiam ser beneficiadas, sem precisar passar pelas dificuldades que passam hoje?
O cúmulo de tudo isso, é ouvir um deputado (João Caldas) ter a ousadia de dizer que não dá para sobreviver com R$ 12.500,00, que essa quantia não valoriza o seu trabalho (se é que existe trabalho). Além do salário que, não dá apenas para sobreviver, mas também gozar de muitas regalias, os deputados recebem vários benefícios como auxílio-moradia, cotas de telefone e correio, viagens de graça e muitos outros.
Falta muito caráter e bom senso a essas pessoas, precisam olhar ao seu redor e ver que o Brasil é um dos países mais desiguais socialmente do mundo, e que eles, têm como maior encargo tentar reverter esse quadro. Mostrando essa ambição e falta de consciência, eles demonstram que usam a política para terem lucro em vez da política usa-los para ter melhorias na sociedade. Contudo, sei que nesse meio, como em todos os outros existentes, há os “bons” e os “ruins, uma pequena parcela adere o lado dos “bons”, mas essa pequena parcela, como alguns deputados da Câmara que votaram contra o projeto de reajuste salarial, conscientes de que não há a mínima justificativa para isso, (justificativa aliás, que o Senhor Severino Cavalcanti também não conseguiu dar), nos mostra que ainda há pessoas que realmente sabem, diferentemente de mim, quais as verdadeiras funções de um cargo político, que devem ser além de tudo cidadãos exemplares, corretos e que tenham bom senso em seus atos em busca da melhoria do país, pessoas que sabem que devem ganhar para o Brasil e não ganhar do Brasil. Como já disse no início desse texto, não sou um grande entendedor da "arte" política, porém sempre fui audacioso nas minhas idéias. Acho que se o governo faz tantas reformas, (reforma tributária, reforma da previdência, etc) porque não fazer uma reforma política? Seria uma revolução na história do Brasil, acabar com os cargos políticos inúteis e que só geram gastos, como o dos deputados deveria ser um dos princípios básicos dessa reforma. Ficar com pessoas que realmente faz a sua função política, passar uma peneira. Já que pagar R$ 35.000.000,00 mensais à pessoas que nada fazem pelo Brasil não tem sentido algum, há não ser, é claro, para os beneficiados nisso tudo: os deputados.
ANIMAIS RACIONAIS?
Convenço-me cada vez mais que o ser humano não dá a devida importância para o futuro, pensa apenas no presente, na sua situação atual, pouco se importando com as conseqüências da sua negligência com o amanhã, com o que pode lhe acontecer. Os animais, nesse aspecto são muito diferentes (e inteligentes) que nós, posso citar vários exemplos: os ursos, que durante o verão comem o suficiente para que durante a sua futura hibernação não sintam fome, as formigas, que preparam sua moradia e sua alimentação para possam ter um grande período de descanso, o camelo que bebe água o bastante para que suporte as longas e cansativas viagens sem que sinta sede, entre muitos outros.
Uma das preocupações mais necessárias com o futuro é em relação ao meio ambiente, que é, sobretudo, a nossa principal fonte de qualidade de vida e que a cada dia que passa se agrava mais: o desmatamento das florestas é enorme, a extinção das espécies é alarmante, a poluição do ar e das águas é preocupante. Felizmente, muitas pessoas e órgãos preocupam-se com a destruição que está ocorrendo com o meio ambiente e pensando na sua melhoria, tentam ajudar de alguma forma. Contudo, muitas vezes, não têm o apoio necessário para que possam concluir todos seus projetos, e na maioria das vezes, as partes que dificultam essa melhoria e conclusão dos projetos, são as que têm os maiores poderes na área.
O maior e mais importuno exemplo disso ocorre com o Protocolo de Kyoto, que teve suas primeiras discussões em 1990 no Japão e tem como principal objetivo diminuir a quantidade de gases poluentes produzidos pelas indústrias na tentativa de diminuir a poluição na atmosfera. O Protocolo entrou em vigor há apenas quatro dias, após 15 anos da proposta, o motivo da demora foi porque para que o acordo pudesse sair do papel, o documento teria de ser aderido por pelo menos 55 países, o que aconteceu somente nos últimos meses, com a inclusão da Rússia, segunda maior poluente do mundo, ficando atrás apenas dos EUA, que, aliás, é o único dos países a não aderir ao acordo. Poderíamos ficar perplexos em uma situação dessas, afinal, por que não aderir a um acordo em que diminuindo um pouco a produção das empresas produtoras de gases poluentes ajudar-se-ia na melhoria de uma coisa tão importante em nossas vidas que é o ar que respiramos? A resposta é simples: egoísmo, ambição e pouca importância com o futuro. Egoísmo porque não dá a mínima importância com a qualidade de vida das pessoas do mundo e nem mesmo de seus próprios habitantes, ambição porque alegam que a diminuição da produção causaria um dano enorme na sua economia, o que não é verdade, já que a proposta pede uma diminuição mínima, ocorre que eles não impõem limites na sua hegemonia mundial, querem cada vez mais ser superiores ao resto do mundo, por isso não pretendem parar de produzir e enriquecer, e o maior poluidor do ar do mostra ainda, comprovando minha tese no começo do texto, a pouca importância que os humanos dão ao futuro, já que os cientistas prevêem que, senão prevenido, em algumas décadas o aquecimento global será quase que insuportável.
Apesar de muitas dificuldades, 15 anos de muita conversa, reuniões, tentativas de acordo, o Protocolo de Kyoto, tão sonhado pelos ambientalistas, entrou em vigor. O documento pretende agora diminuir em 5,2% os gases poluentes, assim o aquecimento global será controlado e podemos ser mais otimistas em relação ao futuro da Terra. Apesar disso, os EUA continuam opositores ao acordo, e continuarão produzindo sozinhos 36% do total dos gases poluentes no mundo, por isso não podemos comemorar por completo o protocolo, mais um obstáculo ainda deve ser superado, não será fácil, mas ele precisa ser superado. Uma boa alternativa seria implantar um cérebro de urso, camelo ou de uma formiga em George W. Bush...
O SISTEMA (REALMENTE) É CRUEL
Todo crime tem uma pena. Desde os primeiros tempos essa regra é considerada primordial às Leis da Humanidade e, pensando nisso, muitas formas de castigos já foram utilizadas durante toda a História, desde carbonizar pessoas vivas por contrariar princípios de uma religião, como fez a Igreja Católica na Inquisição, ate a prisão, que foi e é a mais usada para todos os tipos de crimes. Quando uma pessoa sofre uma pena, a expectativa inicial e de que ela a cumpra naturalmente e após cumpri-la, recupere-se e se arrependa de seus erros causadores da sua abstinência. Porém, muitas vezes, as penas são consideradas injustas pelos penalizados, causando, geralmente, um sentimento de vingança dentro de si, e essa vingança pode ser posta em ação se o infrator tiver a oportunidade de se livrar dela antes de se recuperar, acarretando crimes e penas maiores ainda, ou seja, piorando cada vez mais sua situação e das pessoas ao seu redor. E isso não acontece com uma ou duas dezena de pessoas, mas sim por milhares delas sucessivamente. Um pouco do resultado disso descrevo nos parágrafos seguintes...
Basta olharmos em um simples jornal ou em qualquer programa jornalístico que nos depararemos, facilmente, com notícias de rebeliões em presídios causadas por detentos que se sentem “injustiçados”. Poderiam me achar um defensor da rebeldia e da desordem, mas se dentro de lugares que deveriam ser um centro de recuperação, ocorre aversão e porque há algo de errado no sistema utilizado. Se na FEBEM, por exemplo, que a princípio deveria dar “bem estar” e recuperar jovens que por algum motivo cometeram infrações, acaba por deixá-los ainda mais rebeldes, alguns, inclusive, já me disseram que a FEBEM funciona como uma "escola de ladrões", além de serem tratados como verdadeiros animais.Por isso mesmo, é muito alto o número de reincidentes, ou seja, jovens que saem e voltam muitas vezes para lá. Ao invés de se apagar os erros com a borracha, passam o corretivo por cima e vão levando como se estivesse tudo perfeitamente correto. Enquanto isso inocentes que trabalham para se sustentar dentro desses “bueiros” são feitos reféns em rebeliões e muitas vezes chegam a ser assassinados pelo rebelados. A morte desses cidadãos que trabalham para o governo, acontece por extrema incompetência e negligência do próprio governo, não generalizando, porque algumas pessoas sérias lutam para que esses órgãos de recuperação façam por merecer o nome e realmente recuperem os infratores, mas infelizmente não são o suficiente.Podemos ver que condições há. Falta competência.
obs: o desfecho desse texto foi perdido por descuido de minha parte, portanto ele não está completo como antes.